sábado, 31 de agosto de 2013

Policiais civis mantém pressão ao governo de São Paulo

 

Para combater a criminalidade o Estado precisa investir acima de tudo em três fatores: o primeiro é contingente, os demais são armamento e frota. Não é de agora, que se percebe uma espécie de abandono do governo do estado de São Paulo com a Polícia Civil.

São várias hipóteses: há quem diga que o governo sinaliza em unir as duas polícias e por esse motivo não investe na Polícia Civil para gradativamente forçar uma fusão, outros dizem que o governo prioriza investimento para a Polícia Militar porque esta é quem presta sua segurança diretamente.

O fato é que ninguém consegue entender o que o governo realmente quer. Em trinta dias policiais civis e delegados numa demonstração de que estão indignados com essa situação realizaram cinco paralisações desde 29 de julho até 29 de agosto.

Com as paralisações os profissionais da segurança pública pretendem pressionar o governo paulista a refletir que os investimentos destinados para a área da segurança pública são insuficientes e que o dinheiro investido tem sido mal aplicado.

O sindpesp – Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo, e a Adpesp – Associação dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo deram as mãos para mostrarem ao governo o descontentamento dos policiais e lançaram o movimento intitulado “Operação Blecaute”.

Na região de Sorocaba é desanimador o número de policiais que se aposentam e não ocorre reposição na equipe; existe delegacia que a portaria estabelece 16 policiais, mas há apenas cinco policiais trabalhando.

Para a presidente da Adpesp, Marilda Aparecida Pinheiro o sistema entrou em colapso e o Estado ainda não percebeu. Os policiais alegam que a Polícia Civil vive uma situação de sucateamento e isso não favorece maior produtividade da atividade policial.

Outro ponto reivindicado pelos policiais civis é o salário, por que com salário baixo o profissional se sente desmotivado. Investigador e escrivão ganham em São Paulo o salário de R$ 2. 758,00; em outros estados varia de R$ 2.220,00 a R$ 2.665,00. Delegado 3ª classe ganha em São Paulo R$ 7.024,00 (inicial), a classe especial ganha salário de R$ 8.927,00.

No Piauí, um delegado da 3ª classe ganha R$ 10.914,00 e o salário de delegado da classe especial é R$ 13.970,00. As entidades de classe e os policiais prometem insistirem com a “Operação Blecaute” na tentativa de forçar o governo a rever a política de investimento na segurança pública de São Paulo.

Fonte: Blog do Toni Silva Sorocaba


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