domingo, 22 de junho de 2014

Preço do litro de leite de búfala valoriza na região de Itapetininga


Em uma propriedade de Pilar do Sul (SP) valor cresceu cerca de 20%
Produtores precisaram se ajustar à menor quantidade de milho para silagem
Aumento da procura pelo leite de búfala fez preços subirem 

(Foto: Reprodução/ TV TEM


Os criadores de búfala da região de Itapetininga (SP) estão recebendo mais pelo litro de leite. Isso porque a demanda cada vez maior fez o preço ficar valorizado. Em uma propriedade de Pilar do Sul (SP), por exemplo, o valor pago pelo litro subiu cerca de 20% em comparação com 2013.

No local 490 litros de leite de búfala são retirados por dia. A produção segue para o Vale do Ribeira em São Paulo, onde é processada e transformada em produtos laticínios. Mesmo com o reajuste, segundo o proprietário do local, Claudionor Serafim, o aumento está longe do ideal. “Temos um preço, digamos, de R$ 1,70 e o custo chega a R$ 1,40. Então é muito pouco pelo tanto de gasto, desde materiais até os funcionários.”

O veterinário Caio Rossato acredita que o aumento do preço só será possível com um aperfeiçoamento do produto. “A qualidade significa melhorar a higiene do leite, melhorar a qualidade nutricional, a comida, desses animais”, conta.

A região de Itapetininga é uma das principais bacias leiteiras de bubalinos das Américas. A produção nas propriedades que atendem às normas de qualidade chega a quase 7 milhões litros, de acordo com a associação brasileira dos criadores.

Por causa da estiagem nos primeiros meses do ano e consequentemente a menor quantidade de milho para silagem, muitas propriedades da região precisaram sofrer alterações. O criador Antonio Ramos Filhos, por exemplo, diminuiu o número de animais, mas melhorou a alimentação do rebanho no sítio dele em Alambari (SP). A experiência deu certo, e o resultado foi o aumento na produção do leite. Em 2013  ele tinha 60 búfalas que produziam 6 mil litros por mês, agora tem 40 animais que chegam à 10 mil litros. “Quantidade grande acaba atrapalhando uma a outra no cocho, onde está o alimento mais precioso. Com a diminuição drástica que tive, eu me surpreendi quando vi que nossa produção leiteira aumentou”, explica.

Com a redução do rebanho, ele vai ter silagem por mais tempo. Mesma situação do criador Claudionor Serafim, que achou melhor vender as búfalas mais velhas para guardar mais ração. “Se ficassemos com todo gado que tínhamos o ano passado,  iria acabar nossa comida. E se acaba a comida acaba o leite. Então tivemos que vender uma parte do gado para os outros continuarem comendo”, ressalta.

Fonte: G1

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