segunda-feira, 28 de julho de 2014

Promotoria de Justiça instaura procedimento para apurar falta de água em dois bairros de Pilar do Sul

Promotora Luciana Carboni
No segundo semestre de 2013, a promotora de justiça de Pilar do Sul, Luciana de Fatima Carboni instaurou procedimento para apurar reclamação de moradores, a respeito da falta de água nos Bairros Chácaras Reunidas e Cananeia.

O primeiro ato foi enviar oficio indagando a Sabesp. O gerente de Divisão da Sabesp, Mauro Tadeu Rezende Nalesso respondeu ofício informando que dois poços atendem a demanda dos dois bairros: um gera 4,5 litros de água por segundo e outro garante 8,5 litros de água por segundo, garantindo 13 litros de água por segundo, para atender 1.500 ligações.

Continuou informando que apenas 50% das chácaras são habitadas, e que estudos técnicos da empresa mostram que a estrutura existente é suficiente para garantir produção ininterrupta de água potável nas 1.500 ligações mesmo que as chácaras fossem 100% habitadas. Ampliou informações sobre o assunto alegando que além da estrutura considerada suficiente existem dois reservatórios de água que atendem os referidos bairros: um reservatório com capacidade para 250m² e outro com capacidade para 650m².

Todavia a empresa está ciente das reclamações dos moradores e por esse motivo planeja abrir um terceiro poço objetivando aumentar a produção de água para os dois bairros. A empresa ainda afirmou que o verão é o período crítico do ano, porque nessa época a população aumenta aproximadamente 400%, essa situação automaticamente aumenta o consumo de água gerando desabastecimento, porém, seus caminhões pipas são utilizados para atender a demanda evitando total desabastecimento nas residências.

Ao tomar conhecimento das informações, a promotora enviou novo ofício junto à empresa, em 18 de julho de 2014, querendo saber da Sabesp sobre o projeto técnico e o cronograma para abertura do terceiro poço e qual a previsão para o terceiro poço ficar pronto aumentando a produção de água.

Indagada por este blog, Luciana Carboni afirmou que se houver previsão da implementação, ela (promotora) irá aguardar o cumprimento da previsão, mas se não houver previsão, ela poderá requerer de outros órgãos estaduais laudos para saber se a estrutura existente para produção de água é suficiente para atender a demanda das 1.500 ligações em Cananeia e Reunidas.

“Eu preciso de informações técnicas para depois formar convicção jurídica e, se for o caso adotar providência”, disse a representante do Ministério Público. A Sabesp é fornecedora do líquido potável desde que assinou renovação de contrato com a Prefeitura Municipal de Pilar do Sul, e de acordo com a promotora é preciso fiscalizar o cumprimento do contrato vigente.

Fonte: Blog Toni Silva Sorocaba



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