sábado, 31 de janeiro de 2015

Baixo volume de água no rio Itapetininga preocupa especialistas

Paulo afirma que nunca viu o rio com tão pouco volume de água (Foto: Reprodução / TV TEM)

O rio Itapetininga, de onde é retirada a água para o abastecimento de 42 mil imóveis de Itapetininga (SP), tem preocupado especialistas em meio ambiente. O volume de água está muito abaixo do esperado, com apenas 60 centímetros em alguns trechos. De acordo com o ambientalista Fernando Rosa, o normal é que no mês de janeiro o nível de água chegue a três metros.

A situação tem sido provocada pela escassez de chuva. Segundo a Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (Cati), em um mês choveu 107 milímetros no município. A média em janeiro do ano passado foi de 155 milímetros.

Conforme mostra reportagem da TV TEM, uma régua utilizada para medir o nível da água está em um local completamente seco às margens do rio. Perto dali, já no meio do leito, outra régua indica que o rio Itapetininga está com 60 centímetros de profundidade. As réguas foram instaladas no bairro da Ponte Nova pela Agência Nacional de Água (ANA).

O aposentado Paulo Ribas tem um rancho há 30 anos às margens do rio. Com uma vara, ele tem acompanhado o nível do rio. No trecho próximo à propriedade, a profundidade é de um metro apenas. Ele garante que é a primeira vez que vê essa situação. “Nessa época deveria estar bem mais fundo. O volume de agora é normal na época da seca, lá por agosto, antes das chuvas”, diz.

Com o baixo volume de água, bancos de areia se formaram próximos às margens e no meio do curso d'água. Dentro do rio há muitas árvores caídas e as raízes estão expostas. Com a redução no nível da água e no volume de mata, há o assoreamento. Os barrancos não sustentam a vegetação.

De acordo com a Sabesp, empresa responsável pelo serviço de abastecimento na cidade, mesmo com o volume de água abaixo da média não existe risco de racionamento de água em Itapetininga, pelo menos este ano. Disse também que nesse momento, o sistema opera com 100% da capacidade e atende a necessidade de consumo do município, porém a companhia ressalta a importância de evitar o desperdício.

Para o ambientalista, o risco quase nulo de falta d´água a um curto prazo se deve à presença de bolsões de água. “Temos nascentes e bolsões de cheias, por isso, não tem problema de racionamento ainda. Mas o aquecimento global e a questão do desperdício vai acarretando uma preocupação porque podem levar ao esgotamento e ao estresse hídrico do nosso rio Itapetininga, comenta.

ATENÇÃO
Ainda conforme o ambientalista Fernando Rosa, o rio está com 25% da capacidade total. “Se não fizermos nada agora, daqui cinco anos a situação muda, vai ficar mais perigoso”, alerta.

O rio Itapetininga tem 183 quilômetros de extensão. Nasce em Piedade (SP), região de Sorocaba (SP), com o nome de rio Turvo. Em Pilar do Sul (SP) passa a ser o rio Itapetininga, percorre três municípios e deságua no rio Paranapanema, em Campina do Monte Alegre (SP).
 Régua mostra que em um trecho rio tem 60 cm de água (Foto: Reprodução / TV TEM)

Fonte: G1 Itapetininga e Região


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