quinta-feira, 19 de maio de 2016

Finalmente! Agora é crime federal cortar rabo e orelhas de cães para fins estéticos


A prática de caudectomia (retirada da cauda) cordectomia (cirurgia que retira as cordas vocais), a conchectomia (para levantar as orelhas) e a onicectomia (extração das unhas de gatos), que já foi até mesmo padrão de estética para algumas raças, é considerada mutilação e crime ambiental. Todos estes procedimentos têm fins absolutamente estéticos e por isso não justificam causar o sofrimento a esses animais. Agora, a prática é considerada mutilação e crime ambiental.

O Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV-MS) alerta que profissionais que fazem a cirurgia e até mesmo os donos dos animais podem ser punidos. Os veterinários que fizerem a cirurgia correm o risco de ter o registro suspenso pelo conselho e não poder mais atuar na profissão. Desde 2013 existe uma lei federal que torna crime a prática da caudectomia e da conchectomia. Tanto veterinários quanto qualquer pessoa que cometer tal ato, está sujeita à pena de detenção de três meses a um ano, além de multa.
Ao contrário do que muitos pensam, a cauda tem finalidades específicas e funciona como um prolongamento da coluna vertebral, sendo formada por pequenas vértebras e constituída de terminações nervosas que atingem todo o organismo do animal. Além disso, o rabo tem a função de espalhar ou esconder o cheiro que identifica o cão, e é o seu principal meio de comunicação com outros cães. Também é responsável pelo seu equilíbrio.


‘Caudectomia’ feita em um Yorkshire com poucos dias de vida. O CRMV acha um sofrimento desnecessário.

As orelhas compridas dos cães protegem os ouvidos de insetos e da entrada de água. O corte das orelhas (comum em pitbull e dobermann) era simplesmente estético. Cães que latiam muito passavam por uma cordectomia. A razão era somente “para não incomodar”. Nos felinos, a retirada definitiva das unhas era feita para que não aranhassem os donos e nem o mobiliário das casas.

Fonte: tudosobrecachorros/ pataspraquetequero/ g1 
Imagens: Reprodução/canilvandogs/ publinews/


NR:- As Ongs e defensores dos animais já vinham lutando contra esses procedimentos ha décadas e agora, finalmente essa VITÓRIA, mas, para que isso realmente não mais ocorra, é necessário que sejam denunciados o profissional e o proprietário que ainda insistem em praticar essa crueldade contra vidas inocentes. “Será que algum pai ou mãe quando um filho nasce e vê que tem as orelhas um pouco maior pede para o médico cortar um pedaço? Isso também poderia ser considerado um ato de estética, mas se aceita o bebê da forma que veio ao mundo pelo amor, então... porque com os animais tem que se usar esse critério cruel”, desabafa uma ativista.

Em Pilar do Sul, aconteceu um caso de retirada de orelhas de um animal a três meses atrás, que esta sendo investigado pela Apaasa para sabem quem realizou esse procedimento ilegal e poder tomar as devidas providências, seja ele um profissional ou apenas curioso que se diz entendido no assunto.

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