sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Órgão avalia áreas consideradas de risco durante chuvas em Pilar do Sul

 Profissionais do IPT vistoriaram áreas de risco na cidade 
(Foto: Reprodução/ TV TEM)

Profissionais do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) avaliaram e mapearam áreas de risco em Pilar do Sul (SP) nesta quinta-feira (22/09), meses após chuvas interditarem casas e uma rodovia vicinal.

Em janeiro, três residências no Jardim Nova Pilar 1 foram fechadas com o risco de cair e uma cratera abriu na Rodovia Vicinal José Waldemar Mazzer. A rodovia está funcionando normalmente enquanto os moradores das casas interditadas voltaram a morar nos locais, demolindo apenas anexos nos fundos das residências que estavam condenados por rachaduras, afirma a Defesa Civil.

A vistoria teve o objetivo de prevenção para novos períodos chuvosos, explica o geólogo do IPT Eduardo Soares de Macedo. “Nós precisamos estabelecer qual o nível de risco que essa área tem para a população em geral. Esse risco é dividido em riscos um, dois, três e quatro. Baixo, médio, alto e muito alto.”

Sete pontos diferentes foram visitados. Uma equipe da prefeitura acompanhou os pesquisadores que avaliam os locais com base em alguns parâmetros. “Por exemplo, se existem casas muito próximas, até que nível de água, o nível de água que sobe se atinge a água ou não, se existem alguns obstáculos aí do rio, se existem erosão, ou seja, se existem algumas condições para que haja inundação”, afirma ainda Macedo.

Segundo a dona de casa Rosemary Peroni da Silva, a ação traz um pouco de tranquilidade para a população. A moradora diz que fica receosa quando chove desde que aconteceram os estragos no começo deste ano. “Dá muita enchente, dá medo. E não é só enchente, é terra vermelha que desce da casa da gente. Da meio medo", diz.

Outros municípios
Segundo o geólogo Macedo, Pilar do Sul foi a primeira cidade do estado a ser vistoriada pelo IPT na quarta fase do projeto que irá mapear as áreas de risco em São Paulo. “Nós já passamos de quase 200 cidades mapeadas em São Paulo. Aquelas cidades foram já muito bem mapeadas, está resolvido. Essa quarta fase é de cidades que a gente não tinha informações, mas que a gente sabe que tem alguns problemas. Precisamos, então, completar esse levantamento”, comenta.

Além de Pilar do Sul, outras 14 cidades das regiões de Itapetininga (SP), Campinas (SP) e Itapeva (SP) vão ser visitadas pela equipe. Elas foram escolhidas por não terem informações atualizadas sobre riscos de inundações e deslizamentos, explica Macedo.

Conforme o geólogo, de cada visita sai um relatório, que é encaminhado pra coordenadoria estadual da Defesa Civil. “Nós começando com essa identificação e vamos propor soluções. Esse material é entregue para a Defesa Civil Estadual, para a própria prefeitura e também para o governo federal, que tem o sistema nacional de alerta para inundações e deslizamentos, ou seja, a cidade passa a se incorporar ao sistema estadual e ao sistema federal. Ela vai passar a receber alertas de chuva baseado no tamanho do problema que ela tem”, completa.
Cratera foi formada durante período de chuva no inicio de 2016 (Foto: TEM Você/ Zaqueu Oliveira)

Fonte: G1 Itapetininga e Região

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