terça-feira, 25 de outubro de 2016

Canil clandestino em Itapetininga era usado como 'loja de cães', diz polícia

Animais que estavam na chácara foram recolhidos (Foto: Lucas Cerejo/ TV TEM)



























Um canil clandestino fechado nesta segunda-feira (24/10) em Itapetininga (SP) pelas polícias Civil e Ambiental servia como uma “loja de cães”, afirmam as corporações.

Segundo o delegado Marcos Tadeu Cardoso, a responsável pelo local reproduzia os cães de raça e depois os vendia. Mais de 40 animais, entre cães e cavalos, foram achados com sinais de maus-tratos. Um burro e um filhote de cão, aliás, foram achados mortos. A Polícia Ambiental estima uma multa de cerca de R$ 120 mil para a mulher.

A chácara fica no Bairro Varginha, zona rural da cidade. O caso foi descoberto depois que a Organização Não Governamental (ONG) União Internacional Protetora dos Animais (Uipa) recebeu denúncias do caso. A responsável pela chácara não estava no local no momento do flagrante, mas foi identificada.

O caseiro da propriedade confirmou que os animais eram vendidos, diz o delegado.

Na chácara novas baias estavam sendo construídas. Uma lousa com um planejamento da criação e com os nomes dos animais foi encontrada. “Podemos afirmar isso (venda), até porque houve um contato com ela, via telefone, sem nos identificarmos. Ela tratou do comércio e da venda de um casal de animais que estavam nesse local impróprio”, diz Cardoso.

As polícias e a Uipa encontraram cães em baias sujas, vivendo em meio a fezes e urina. Só alguns estavam com água e comida. Entre os cães havia um cego e um filhote morto. A veterinária Nadia de Abreu afirma que as condições eram precárias. “Condições de abandono, maus-tratos, os animais estão magros, com sede, a maioria está machucado, tem animais cego... é uma situação deplorável.”

Os animais foram retirados do local pela Uipa. Mas o destino deles ainda é incerto, conta a presidente da organização, Graziela Gomes Leonel. “Os animais não podem ser doados até que o processo seja finalizado. A Uipa está no estado de superlotação, a gente vai ver o que acontece abrigar lá e o restante será dividido nas casas dos nossos voluntários”, conclui.

Além do crime de crueldade contra animais, que pode gerar de 3 meses a 1 ano de prisão, a responsável receberá multa administrativa, completa o sargento Clayton Bortoletti, da Polícia Ambiental. “Ela vai ter que pagar R$ 3 mil por cada animal maltratado. Nós estivemos aqui com uma veterinária que confirmou os maus-tratos. Como vocês podem ver o ambiente é bem sujo. E R$ 3 mil multiplicado por 42 animais, entre cães e cavalos, inclusive dois mortos, vai dar uma multa de mais de R$ 120 mil.”
Polícia e UIPA foram ao local depois de denúncias anônimas (Foto: Lucas Cerejo/ TV TEM)


Fonte: G1 Itapetininga e Região



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