sábado, 25 de março de 2017

Após prejuízos com geadas, produtores investem no cultivo de uva Niágara

Cultivo de uva é ideal para clima frio da região de Pilar do Sul (Foto: Reprodução/TV TEM)

As geadas que atingiram a região de Pilar do Sul (SP) castigaram as plantações de atemoia e lichia, afirmam os produtores rurais. Por isso, para evitarem o mesmo prejuízo este ano, alguns produtores desistiram dessas frutas e partiram para outras culturas, como a de uva niágara, que é mais resistente ao frio.

O fruticultor Murilo César de Lima foi um dos produtores que decidiram investir na produção de uva. O inverno rigoroso de 2016, com temperaturas abaixo de zero, acabou com parte de seu pomar de lichia, deixando as folhas secas e amareladas. Ele conta que os pés não renderam nenhuma fruta e as árvores não se recuperaram. Então, o produtor decidiu derrubar a plantação e investir em frutas mais resistentes ao frio.

“A lichia não sobrevive ao clima frio da nossa região. Então, eu decidi investir em uva niágara, pois ela precisa do frio no seu período de dormência. E o frio também acaba matando as pragas, então quanto mais frio, melhor”, conta Murilo.

De acordo com o engenheiro agrônomo Edgar Petisco, o cultivo de uvas é ideal para o clima da região de Itapetininga. Ele ressalta que produtores que optam por plantas resistentes não devem ter prejuízos, mesmo se o outono e inverno deste ano tiverem temperaturas abaixo de zero.

“Todos aqueles fruticultores que se dedicam ao cultivo de plantas de clima temperado, como uva, pêssego, ameixa, nectarina, caqui, maçã e pera, não têm prejuízos em casos de geadas, pois essas plantas perdem as folhas normalmente no inverno. Então, se for realizado uma poda correta, não têm prejuízos”, explica o agrônomo.

E a poda correta foi o que salvou a plantação de atemoia do fruticultor Pedro Brisola. De acordo com ele, em junho do ano passado os pés de atemoia de sua plantação não resistiram às temperaturas baixas, queimando todos os 300 pés da fruta. Porém, o produtor afirma que só não teve um prejuízo maior porque conseguiu fazer a colheita antes da geada.

“Na época pensamos que os pés não iriam brotar mais, pois queimou toda a plantação. Mesmo assim decidi fazer a poda e ver se conseguiria recuperar pelo menos uma parte. Agora ver a plantação carregada novamente é muito bom. Posso afirmar que meu pomar nasceu novamente. Espero apenas que este ano não tenha uma geada tão forte, pois o frio vai enfraquecendo esse tipo de plantação”, conta o fruticultor.
Geada de 2016 quase destruiu plantação de lichia em Pilar do Sul (Foto: Reprodução/TV TEM)


Fonte: G1 Itapetininga e Região

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