quarta-feira, 24 de maio de 2017

Esta chegando ao fim a vida útil do Aterro Sanitário de Pilar do Sul por irregularidades


Em 05/11/2013 uma matéria publicada pelo Jornal Cruzeiro do Sul com o título “Pilar do Sul faz 77 anos com a meta de melhorar a saúde e a malha viária”, em um dos parágrafos, constava o seguinte: “Mais um problema iminente para a Prefeitura de Pilar do Sul é a questão do aterro sanitário. A prefeita (Janete) informou que a vida útil do aterro sanitário vai até o final deste ano (2013). "Temos de discutir essa questão. Sabemos que as soluções devem ser buscadas em conjunto, com toda a região. Precisamos sentar com todos os prefeitos e realinharmos a direção para tudo isso", diz a prefeita, fazendo menção ao plano de a região de Sorocaba transformar-se na 15ª região metropolitana do país. No final de setembro, a prefeitura assinou convênio com o governo do Estado para repasse de recursos para compra de um caminhão compactador de lixo. Essa iniciativa faz parte de um programa estadual para melhorar a gestão dos resíduos sólidos e prevenir e combater incêndios florestais. O Estado está investindo mais de R$ 43 milhões provenientes do Crédito Ambiental Paulista para a compra de caminhões coletores e compactadores de lixo, caminhões para coleta seletiva e caminhões-pipa. Apesar de o aterro sanitário estar próximo do fim de sua vida útil, a prefeita disse que o caminhão coletor e compactador de lixo chegou em boa hora, pois está ajudando a agilizar o serviço de coleta de lixo na cidade.

Durante os próximos anos ao que tudo indica, nenhuma providência foi tomada e, em matéria publicada por este Blog no dia 04/03/2016, relatava denuncias de contaminação por chorume no Ribeirão de Pilar causados pelo lixo depositado de maneira inadequada (em camadas), no aterro sanitário de Pilar do Sul.



lixo estava sendo depositado em camadas e não em valas como pedia a Cetesb e o solo estava sendo contaminado com chorume

Na ultima quinta-feira (18/05), engenheiros da Cetesb estiveram no local e ao que tudo indica, o aterro sanitário será embargado pois, a Licença de Operação de nº. 6007048, datada de 23/07/2014, com validade até o dia 23/07/2019, as exigências técnicas nela contida não foram cumpridas principalmente: 01. Implantar sistema de drenagem de águas pluviais em toda a área de influência do Aterro Sanitário em Valas, de forma a garantir a estabilidade das obras e o não surgimento de erosões. 02. A sequência de trabalho e abertura das valas deve ser realizada conforme projeto apresentado. 03. Deverão ser adotados rotinas e procedimentos operacionais que garantam o uso racional da área e máxima vida útil ao empreendimento. 04. Os resíduos devem ser dispostos em uma única vala por vez e coberto imediatamente, de forma a assegurar, que permaneçam expostos por um tempo mínimo, reduzindo as possibilidades de atração de aves e vetores, espalhamento de materiais leves pelo vento, ou infiltração de água de chuva.

Em conversa com o Secretario da Sedruma, o engenheiro agrônomo Aldovir Gori, a informação passada foi que, "na ultima avaliação realizada pela própria Cetesb na data de 25/04 deste ano, a nota de satisfação para o aterro existente até aumentou, e agora, corre-se o risco dessa interdição. Hoje a prefeitura estuda a possibilidade de terceirizar temporariamente uma empresa para coleta do lixo do município e transporta-lo para outra cidade até que seja conseguido um local para implantação do novo aterro sanitário. A população pode, e muito, nos ajudar procurando realizar de maneira correta a separação do lixo reciclável, muitos ainda continuam misturando o lixo doméstico com o reciclável e dessa maneira, acaba colaborando para uma quantidade desnecessária que é enviada ao aterro sanitário, com isso o espaço fica cada vez menor”, finaliza o engenheiro esperando poder contar com a colaboração de todos.

O problema do aterro sanitário já vem vindo há anos e, entra prefeito, sai prefeito e ninguém se preocupou em procurar uma solução adequada para evitar que o problema chegasse a esse ponto de interdição, agora, além de o solo estar contaminando o Ribeirão de Pilar, a prefeitura terá que desembolsar um valor que não estava previsto em seus orçamentos na crise atual que se encontra os cofres públicos.

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