segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Músico de Pilar do Sul é escolhido para ensinar violão em programa voluntário na África

Marcelo Brito foi selecionado para programa de intercâmbio na África (Foto: Arquivo pessoal/Marcelo Brito)

Para o jovem Marcelo de Almeida Brito, de 20 anos, a música tem o poder de transformar as pessoas, realizar sonhos e ser usada como forma social. E foi com esse pensamento que o músico de Pilar do Sul (SP) foi um dos seis jovens brasileiros escolhidos por um programa de intercâmbio.

Marcelo vai ficar um ano nos países africanos Malawi e Moçambique, onde ensinará violão e participará de festivais de música, competições, workshops e capacitações em áreas de música, cultura e questões sociais.

“Eu estou muito animado com essa nova experiência. Nem acreditei quando soube que fui escolhido, porque participaram jovens de todo o estado. Quero mostrar a popularidade do violão e a imensa capacidade que ele tem de fazer diferentes sons, porque muita gente não conhece. Aprendi que é possível fazer o som de instrumentos de percussão com violão, como o da caixa. Quero levar para eles as referências que tenho”, ressaltou o músico.

O contato com o instrumento começou aos 9 anos, quando Marcelo conheceu o projeto Guri, em Cerquilho (SP). “Na época morava em Cerquilho e soube por um amigo que tinha o projeto que ensinava de graça. Pedi para minha mãe que queria entrar e comecei a fazer as aulas. Apaixonei-me pelo violão e resolvi entrar em um curso de violão erudito no Conservatório de Tatuí aos 12”, conta.

O jovem fez o curso de violão erudito por seis anos. Além disso, ele também é formado em um curso técnico em música pelo Centro Paula Souza. Atualmente, trabalha como jovem aprendiz no polo Pilar do Sul do projeto Guri e faz trabalho voluntário dando aula gratuita de música para uma turma de violão.

“Já trabalhei em outras áreas, mas a música é que eu quero fazer sempre na minha vida. Não consigo pensar em outra coisa. Ela faz com que eu supere minhas dificuldades e cresça. E me levou a lugares que nunca ia imaginar, como agora para a a África”, afirma.

Marcelo afirma que, assim que soube da seleção para o programa de intercâmbio, resolveu se candidatar para ter novas experiências. Ele precisou passar por entrevista e testes que avaliaram responsabilidade, habilidade musical, comunicação e atributos pessoais. Alunos, ex-alunos e professores do projeto Guri de todo o estado participaram das seleções.

“Quando soube que fui escolhido fiquei muito feliz. Não imaginava que ia para a África, mas fiquei muito animado. Minha família está bem orgulhosa e eu nem estou dormindo direito para chegar logo o dia”, diz.

Viagem
Marcelo viajará no próximo dia 12 de agosto com outros cinco brasileiros, e deve permanecer os primeiros 15 dias em um processo de capacitação em Oslo, na Noruega. Segundo o projeto Guri, o período de integração tem a intenção de preparar o grupo para entender melhor a sociedade onde atuarão como voluntários e também conhecer os conceitos que estruturam o projeto.
Em seguida, ele e outro brasileiro seguirão para os países africanos Malawi e em Moçambique. “Lá eles têm uma diversidade rica e tem uma cultura muito forte. Além de levar ensinamentos, também vou aprender muito porque vou entender melhor a cultura deles, a música deles. Vamos ouvir música sem preconceito. E eu acredito que a música tem um poder forte de mudar a pessoa. Será levar o violão como uma forma social”, diz.
O programa de intercâmbio Move é criado pela organização JM Norway e promovido no Brasil através do Amigos do Guri.


Fonte: Paola Patriarca (G1 Itapetininga e Região)

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